Como conviver em harmonia com animais em condomínios

Como conviver em harmonia com animais em condomínios

Se administrar o convívio entre os moradores já não é tão simples assim, imagine com os animais em condomínios? Pois é, a vida de síndico nesse momento se torna bem mais complicada, até porque a maioria das famílias hoje em dia tem algum animal de estimação. Não que isso seja um problema, a questão é que um cachorro ou um gato muitas vezes podem interferir na harmonia entre os vizinhos. Logo, o síndico deve encontrar meios de evitar conflitos por causa dos bichinhos.

Diante disso, confira 5 dicas que ajudarão síndicos e moradores a conviverem da melhor forma com os animais em condomínios. Acompanhe!

Não proibir os animais

Por lei, os condôminos têm direito a possuir animais de estimação, desde que, obviamente, não interfiram negativamente na saúde, segurança e sossego dos vizinhos. Portanto, qualquer intervenção que vá contra a adoção e criação de animais domésticos será causa perdida na justiça.

O mesmo vale com regras que obrigam os moradores a carregar os animais no colo nas áreas de circulação. O síndico não pode exigir isso dos condôminos, visto que, assim, não poderiam manter animais maiores e mais pesados. Por fim, também não é permitido proibir certas raças.

Fazer convenções para definir regras

As assembleias são as melhores ocasiões para debater e criar regras sobre o convívio com os animais. Nessas reuniões, devem ser discutidos assuntos como a circulação de gatos e cachorros nas áreas comuns, o acesso aos elevadores sociais, o uso de sacolinhas de lixo, instalação de lixeiras e a tolerância com o barulho.

Algumas normas costumam regular bem a convivência entre moradores e animais, por exemplo: proibir a circulação dos bichos pelas áreas sociais, exigir a carteira de vacinação e solicitar o uso de coleiras, guias e focinheiras (para os animais de raça mais agressiva, dependendo da legislação do seu estado/cidade).

Mediar conflitos

Mesmo com regras claras definidas, é quase inevitável que os conflitos ocorram por causa dos animais. Nesse caso, cabe ao síndico encontrar mecanismos para solucioná-los. Uma das maneiras é orientando os moradores a registrarem suas queixas no livro de ocorrências. Assim, você pode monitorar se um mesmo condômino está recebendo diversas reclamações.

Aplicar multas (quando necessário)

Quando os moradores não seguem as normas estipuladas ou são alvo de muitas reclamações, é o momento de puni-los de acordo com o regimento interno. O síndico pode optar tanto por advertências quanto por multas, que são permitidas, desde que seus valores e aplicações sejam bem esclarecidos.

Deve-se prestar a atenção também nos cuidados recebidos pelos animais. Quando um bicho passa o dia inteiro latindo e sozinho nas residências ou com sinais de maltrato, é aconselhável que se denuncie aos órgãos competentes e ONGs de proteção aos animais.

Incentivar o uso de placas de identificação

Outra iniciativa bacana é registrar e criar meios de identificação para os animais. Informações como o nome do bicho e do proprietário, número da residência e contato do dono podem ser inseridas em placas anexadas às coleiras. Isso facilita o controle dos animais e o retorno deles caso se percam dentro e até fora do condomínio.

Para manter um convívio harmonioso, os animais, assim como os moradores, devem ser submetidos a regras específicas. Esses mecanismos são importantes, pois a coabitação no condomínio com os bichos é passível de excesso de latidos, odores desagradáveis e possíveis doenças. As iniciativas dispostas neste texto ajudarão a manter a vivência organizada entre as pessoas que têm e as que não têm animais de estimação.

Com essas dicas, você saberá como administrar melhor o convívio com animais em condomínios. Se você curtiu este post, aproveite para compartilhá-lo em suas redes sociais!